sexta-feira, 14 de outubro de 2011

mais uma 1383r89

kubujju hnhghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhn

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O ponto do outro lado

Eu temia aquele prédio imenso de vidros verdes, que se perdia nas alturas. Parecia me olhar de cima, ameaçador. O que mais me causava desequilíbrio e frio na barriga ao vê-lo era que ao seu redor nada tinha, a não ser um piso acimentado. Mais nada, só o vazio e ele. Ao longe podia se ver as casas, árvores, e pessoas. Olhei e o escalei com as vistas até onde pude ir. Senti-me frio e sem equilibrio mais uma vez. Era como se a qualquer momento ele não fosse suportar o peso da gravidade e fosse cair todo em cima de mim. Olhar para o seu topo dava a impressão de que estava torto e em movimento. Eu fui passando e evitando olhar novamente, desviava a vista para os lados, quase de olhos fechados. Vi logo à frente uma estrada de terra, onde se acabava o cimento batido, uma árvore e uma mulher de idade sentada num banco velho de espera. "É o meu ponto para pegar o ônibus e voltar para casa", pensei. Continuei andando, e o mal estar parecia piorar, de acordo que ia passando cada vez mais pelo gigante imóvel. Parei por um momento e vomitei macarrão de conchinha cozido, cheio de água. Mais do que minha boca parecia suportar. Senti uma leveza nela, logo após. Sensação que ainda continua neste momento. Como se ela estivesse purificada. O prédio me observava, lá de cima. Olhei novamente para o meu ponto de ônibus. Senti felicidade em pensar estar em breve no acolhimento do meu lar. Já anoitecia, e a visão ficava um pouco cega. Alguns carros começaram a passar, eu forçava as vistas embaçadas para ver se era meu ônibus. Cheguei na árvore e fiquei contente. Perguntei a mulher sobre o transporte e ela disse "Não. Esse ônibus fica lá daquele lado". Olhei agonizante para onde ela havia apontado. O ponto do outro lado. Lá estava ele. O prédio me observava: teria mais uma vez que atravessa-lo. O meu maior medo.   

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mais CXVXV

Nunca gostei de café. Ontem mesmo preparei um e não me perguntei o porque disso. Eu fiz. Não me questionei sobre um gosto que nunca apreciei. Eu bebi. Hoje eu finalmente gritei "Gostosa!" para a vizinha de um prédio logo a frente do meu. Ela aparecia vez ou outra, em poucos segundos. Vez ou outra só passava, as vezes se olhava no espelho... poucos segundos. Eu não sabia nem se era gostosa mesmo, mas gritar assim me deu prazer. Eu ri sozinho. Não parei para ver se ela ouvira mesmo, ou nem se percebera que o "gostosa" era para ela. O pior de tudo é que, no exato momento do grito, passava uma mulher nem um pouco gostosa pela rua. Eu não escovei os dentes, nem arrumei o cabelo, ao acordar. Curti aquele gosto de nada, meio melequento, na boca que não está limpa. Olhei o tempo passar, perdi meus compromissos do dia, não atendi nenhum telefonema. Alguém bateu na minha porta.
Sai pela noite, na verdade já madrugada, enfrentando e me arriscando nos perigos. Mandei bandido se fuder, beijei os mendigos, ameacei a polícia, chamei um casal de "bando de vagabundo", cantei alto, abracei um cachorro sujo como se fosse meu maior amor.
Ainda não estou entendendo. Eu era normal e do nada fiquei assim. 

domingo, 14 de agosto de 2011

mais um AIUOE@*(E@IOWOW

Eu olhei
Eu olhei para as fotos
As fotos do universo
O universo em expansão
Eu olhei
E nunca mais fui o mesmo.

E olhei
Olhei para o céu
O céu em cima de mim
O céu me envolvendo
E nunca mais fui o mesmo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mais um XXVDIIIIVXXXXIVVV

A menina acordou e não viu os seus pais. Pensou na possibilidade de terem saído sem avisar e então esperou pela tarde inteira. Chegou a noite e eles continuavam sumidos. Ela olhou por todos os cantos da casa e também tinha medo de sair. Por lá continuou até o outro dia e seus pais continuavam sumidos. Ela olhou para o lado de fora pela janela e tudo estava vazio. Alguns carros estavam parados e os cafés silenciosos. Olhou por toda a tarde e nenhuma pessoa pela frente passou. Quando a noite chegou ela se olhou no espelho e não pode ver o seu reflexo. Sentiu-se incapaz, mesmo sem saber como é estar assim no nome, e no outro dia deixou de existir.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mais um XVIIIXXXVIIDC

Eu estava sentado, paciente, quase nulo na existência. Imperceptível aos olhos suados de quem passava com pressa. Eu esperava. Ficava a olhar por todos os cantos, quase imóvel. Era ela, que nunca viria e eu sabia disso, mas esperava.. esperava...

domingo, 3 de julho de 2011

Ela

Foi com a dor que se conheceu. Cessaram os seus pensamentos naquele instante e a dor o tornou real. Tremulou por todo o seu corpo a aflição, pouco a pouco, contraindo-o por onde passava e logo estava duro como pedra. Fazia, porém, uma espécie de reverência à sua possessão: sentia-se pleno e livre dos outros sentidos, por isso não gritara. Essa dor.. não era física, nem fruto de um apego perdido. A dor era pura, surgiu de si própria. Veio de dentro.